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O amor também precisa de planejamento

Já ouvi muitos casais idosos dizerem: “Parece que nos conhecemos ontem!”. E nisso já se passaram décadas juntos. Mas não ouço de todos casais, claro. Isso é discurso de casal que amou e ainda se ama.

O tempo passa rápido quando estamos fazendo alguma atividade prazerosa. Por que seria diferente junto de PESSOAS prazerosas?

É claro que a vida não é conto de fadas (ainda bem!!). Há muita parceria, cuidado e paciência para não esperar que apenas o final da história termine com o “felizes para sempre”. Mas sim, que a felicidade apareça espontaneamente na rotina.

Algumas pessoas podem ler e pensar: “Ah! A Tássia está falando de assunto para quando eu estiver na velhice, até lá tenho muito tempo de vida. Quando eu ficar velho, eu penso nisso”. Espero e desejo que quando você for velho, pense nisso mesmo. Só não podemos nos esquecer de que apesar de todo protagonismo que incentivo para a velhice, essa fase também é de colheita.

Para ter colheita é preciso muitas preparações anteriores. E isso, meu amigo e minha amiga, não está distante de você. É como você cuida do seu relacionamento agora, como você consegue conciliar conjugalidade e rotina profissional. Estamos falando sobre aquela balança em “ficar preso no trabalho” e ter um encontro com seu companheiro ou companheira.

Quantos casais que vivem o hoje e se planejam para viver bem a aposentadoria? Não estou me referindo à fatores que também são importantes, tais como financeiro ou saúde. A questão aqui é convivência, é relacionamento.

Da mesma forma que o envelhecimento nos possibilita transformações, à medida que vivemos ao lado de outra pessoa, também ocorrem mudanças nessa relação. Isso é normal, o que nos propomos a fazer diante das novidades é que é a diferença.

Vamos imaginar um cenário atual (mas não único), que provavelmente no futuro será menos comum, como mostra a seguinte ilustração (clique na imagem para ampliar):
CENÁRIO IMAGEM

É nesse ponto que eu quero chegar: cultive e dedique-se ao seu relacionamento para não ser um “ser estranho na velhice”. Você pode me perguntar: “Tássia, como eu faço isso? Já tenho filhos para cuidar, tenho meu trabalho, tenho isso e tenho aquilo”. Lá vai uma grande surpresa: todo mundo é cheio de responsabilidades, aceite isso. Mas não se faça de coitadinho ou coitadinha. Diante de todas os seus compromissos, como você se planeja? Planeje-se para o amor.

Com planejamento você tem mais possibilidades de realizar sonhos em comum. Sonhos esses que podem ser simples, como um jantar a dois, ou um pouquinho maiores, como uma viagem para aquele lugar que tanto querem conhecer. Proporcionar momentos de encontro é proporcionar diálogos, vivências em comum, é fazer parte da vida do outro.

Além de planejar essas ações, é super recomendado expressar seu amor. Sim, a outra pessoa gosta de saber o que você pensa e sente sobre ela. Não apenas com um “Eu te amo”. Diga mais sobre como esse amor é construído.

Eu criei o que chamo de exercício e reflexão para casais, com um simples instrumento: o Envelopes de Afeto. Com o Dia dos Namorados está se aproximando, estou utilizando a data 12/06 como referência. Então em um dos envelopes a pessoa escreve 12 coisas que mais gosta em seu companheiro ou companheira, como uma forma de valorizar e reconhecer a pessoa que tem ao lado. No outro, 6 momentos que passaram juntos, como uma maneira de fortalecer experiências construídas em companhia e dialogar sobre novas vivências. Junto com isso, vem alguns cartões românticos prontos para tornar esse momento ainda mais singular. Abaixo uma foto do Envelopes de Afeto para quem se interessar (clique na imagem para ampliar).

envelopes de afeto

Uma ideia é inserir nesses envelopes fotos do casal ou bilhetes de algum momento especial já vivido (por exemplo: ingresso de um show ou peça de teatro), isso torna o presente ainda mais personalizado. Outra ideia bacana: depois de presentear com o Envelopes de Afeto e ler os bilhetes, proponha que a pessoa também faça o exercício para você. Não precisa adquirir mais um Envelopes de Afeto para isso, basta escrever no verso de cada bilhete. Simples e prático, não é?!

“Tássia, estou sem grana para adquirir o Envelopes de Afeto…”. Isso não é desculpa. Tem uma caneta e duas folhas de papel? Ótimo, o exercício já pode ser praticado, de forma mais singela, mas com valor e afeto. Em uma das folhas você escreve as doze coisas que gosta na pessoa, e na outra, os seis momentos marcantes que passaram juntos. O importante é realizar o exercício. É ser presente, além de dar presente.

Somos brasileiros, temos em nosso sangue a criatividade e a afetividade. Use isso a favor do amor. Com planejamento e organização, um envelope terá muito mais do que seis momentos marcantes para se recordar em casal. Porque no final das contas, o que vai valer a pena é ter alguém com quem contar… e muito provavelmente, não será o seu chefe (nada contra os chefes =D).

Lembre-se: amar uma pessoa significa querer envelhecer com ela.

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