Vale a pena comprar o Volkswagen Tera e o Renault Boreal em 2025?

A decisão de trocar um scooter prático por uma motocicleta zero quilômetro reflete uma mudança de prioridade entre a razão e a paixão. O scooter é, sem dúvida, a ferramenta mais inteligente para o caos urbano, oferecendo economia de 40 km/l e facilidade de pilotagem. No entanto, para quem trabalha em home office, a moto deixa de ser apenas transporte para se tornar um instrumento de prazer em viagens de fim de semana.

Ao pesquisar modelos como a Harley-Davidson Fat Boy, percebe-se que a diferença de preços entre o Brasil e os Estados Unidos é menor do que se imagina, considerando fretes e impostos. A verdade é que a alta carga tributária brasileira, e não apenas o lucro do fabricante, é a grande responsável pelos valores elevados. No caso de modelos de marcas como Kawasaki, essa paridade fica ainda mais evidente para o consumidor atento.

Escolher uma moto envolve entender que o objetivo não é apenas ir do ponto A ao ponto B, mas aproveitar todo o trajeto. Embora marcas icônicas tenham legiões de fãs, a escolha por uma moto nova deve considerar o custo-benefício e o estilo de vida atual. Para muitos, a estrada oferece uma liberdade que compensa a perda da agilidade diária que os veículos menores proporcionam na cidade.

O sucesso de mercado do Volkswagen Tera

As premiações automotivas de 2025 destacaram o Volkswagen Tera como um dos lançamentos mais disruptivos do ano. A estratégia da fabricante foi posicionar o modelo como uma futura lenda, ao lado de nomes históricos como Fusca e Gol. Diferente de outros lançamentos da marca, o Tera chegou com preços agressivos, competindo diretamente com modelos como o Fiat Pulse e o Renault Kardian.

Essa postura competitiva da Volkswagen rendeu resultados imediatos, colocando o carro na vice-liderança de vendas nacional em pouco tempo. A empresa demonstrou que possui o poder de ditar o ritmo do mercado, ajustando conteúdo e valores para garantir que o produto se tornasse um sucesso de público. Quando uma gigante desse porte foca em volume de vendas, ela utiliza todas as ferramentas financeiras para dominar o segmento.

É fundamental ter maturidade para entender que fabricantes são empresas que buscam lucro e que o consumidor detém o poder da escolha. Se um produto oferece prestígio ou qualidade superior, a marca tem o direito de cobrar por isso, assim como Honda e Toyota fazem há anos. O Tera provou que, com o preço certo e confiança na rede, é possível desbancar concorrentes consolidados.

Renault Boreal e o desafio da imagem de marca

O Renault Boreal representa uma tentativa da marca francesa de romper com o histórico de baixa aceitação em segmentos de maior valor agregado. No passado, modelos como Fluence e Mégane, apesar de tecnicamente elogiados, não atingiram o topo das vendas por falta de apelo aspiracional. O público brasileiro costumava associar a Renault apenas aos modelos robustos e acessíveis herdados da romena Dacia.

Atualmente, o cenário mudou com a ascensão meteórica das marcas chinesas como BYD e GWM, que provaram que a percepção do consumidor pode ser transformada. O Boreal foi premiado por jornalistas especializados como um produto de altíssima qualidade, capaz de enfrentar qualquer rival de igual para igual. O desafio agora é convencer o cliente de SUVs que a Renault é uma opção viável no mercado premium.

A eleição do Boreal em diversas categorias reflete a esperança da crítica de que a marca finalmente encontrou o equilíbrio entre engenharia e desejo. Se as marcas chinesas, antes desconhecidas, hoje dominam as ruas, a Renault tem a oportunidade de usar sua história global para reconquistar esse espaço. O tempo dirá se o Boreal será o marco definitivo dessa nova fase da fabricante no Brasil.

Share.
Leave A Reply