
Jorge Horacio Messi, pai e empresário do craque Lionel Messi, teve um papel crucial no desenvolvimento esportivo do astro. Ele acompanhou de perto tanto a carreira nos gramados quanto o vasto império comercial construído fora deles.
Ele atuou como o primeiro treinador do filho nos campos de Rosário, na Argentina. Além disso, foi o seu principal apoio nos primeiros anos na Espanha, antes de assumir formalmente a gestão de seus negócios.
Jorge também era a figura em quem o jogador confiava para avaliar seus desempenhos após as partidas.
— Meu pai me ajudou muito. Ele é muito crítico comigo. Isso fez com que eu sempre quisesse me superar —, disse o jogador argentino em uma entrevista à DirecTV Sports, em 2022.
A infância em Rosário e a transição para a Espanha
A adaptação ao futebol europeu trouxe diversos obstáculos para a família. Em entrevista concedida em 2012 ao portal “Soho.com”, Jorge detalhou o início da caminhada do filho no Barcelona.
Apesar das dificuldades burocráticas no período inicial, a permanência no país foi uma escolha direta do jovem atleta.
— Não, nunca faltou dinheiro. Pelo contrário. Desde o início foi nos dado o tratamento. Estivemos perto de voltar à Argentina por outros problemas, pela falta de documentação. Ele não pode jogar por um tempo por causa dessa documentação, o que o deixou muito triste. Em casa queríamos voltar. Mas eu perguntei para ele, e o Lionel pediu para continuar na Espanha — contou Jorge.
O tratamento médico e os mitos financeiros
Durante a mesma conversa, o pai do jogador abordou o tratamento hormonal realizado durante a infância do atacante. Ele também esclareceu informações distorcidas sobre a situação financeira da família na época.
— Ele nunca foi frágil, pelo contrário, sempre muito forte. E quando começou o tratamento com as injeções, eu mesmo o levava e aplicava as injeções nas pernas — afirmou.
— Não, isso é lenda. Nunca estivemos mal financeiramente, esta é a verdade. Éramos de classe média. Eu trabalhava em uma empresa, que dava para viver muito bem com o dinheiro, podendo ter nosso carro, nossas férias todos os anos, mesmo sendo uma família numerosa.
Além disso, Jorge relembrou a insatisfação com o Newell’s Old Boys pelo suporte limitado oferecido durante a fase de formação do atleta.
— O Newell’s nunca pagou mais do que 400 pesos argentinos (R$ 170,00) por mês por um tratamento que custava muito mais que isso. Mas o pior momento foi quando começaram as lesões em 2006. Mas com os serviços médicos do Barcelona, chegamos ao consenso de que era necessário um especialista para tratar dos problemas musculares do Lionel. Juanjo Brau era a pessoa ideal pra isso, além de ser uma grande pessoa — afirmou.
O perfil reservado fora dos gramados
Longe das câmeras, a rotina do craque sempre priorizou o ambiente familiar e a simplicidade.
— É uma pessoa normal, divertida. Ele gosta de estar com a família. Ele gosta de ver futebol na tv e sair para comer — contou.
— Lionel precisa ser mimado, porque sempre foi assim. Os bifes à milanesa que a mãe dele faz, ele adora. A casa é o melhor mimo dele. Ele não gosta das entrevistas e gravações em que ele é o “centro”. Ele se sente incomodado — disse.
Acontecimentos e o momento familiar
Em 2019, Jorge Messi se envolveu em um incidente de trânsito em Rosário, após ser detido sob suspeita de atingir um motociclista. A vítima sofreu apenas ferimentos leves, e as autoridades locais realizaram os procedimentos de praxe na ocasião.
Mais recentemente, durante o Mundial, a família chegou a divulgar uma nota sobre a saúde de Jorge, relatando uma evolução em seu quadro clínico. A comoção do atacante em campo refletia justamente a atenção voltada ao estado de saúde de seu pai nesse período.