
O Fluminense segue sem vencer após a Copa do Mundo, o que aumenta a pressão sobre o técnico Luis Zubeldía. Em uma noite marcada por vaias das arquibancadas para Hulk e seus companheiros, a equipe tricolor não conseguiu afastar a crise. O placar zerado contra o Independiente Rivadavia, no jogo de ida das oitavas de final da Libertadores, deixou o clima ainda mais tenso.
A decisão da vaga ficou para a próxima terça-feira, às 19h (de Brasília), em Mendoza, na Argentina.
Mudanças na escalação não trazem o resultado esperado
Vaiado já durante o anúncio da escalação, Zubeldía tentou mudar a rota da equipe. O treinador aproveitou a leve melhora vista no clássico contra o Botafogo para alterar a formação titular.
Lucho Acosta, Savarino e Canobbio foram para o banco de reservas. Para o ataque, o comandante optou por alinhar Hulk, Soteldo e Castillo. A ideia de Zubeldía é utilizar o ex-jogador do Atlético-MG como segundo atacante, e não centralizado como camisa 9.
Novidades no meio e retorno na zaga
O setor de meio-campo veio preenchido pelos volantes Martinelli, Hércules e Nonato.
Na defesa, a boa notícia foi o retorno de Thiago Silva, recuperado de uma lesão na coxa direita. O veterano atuou ao lado de Ignácio, que tem sido o ponto individual mais seguro do time durante essa sequência negativa.
Erros bobos e nervosismo no primeiro tempo
Apesar das novidades no time, o momento conturbado ficou evidente logo no início da partida. O Fluminense apresentou bastante nervosismo e errou passes simples no campo de defesa.
Em uma dessas falhas, o goleiro Fábio precisou intervir em um chute fraco de Maxi Salas. O atacante argentino assumiu a vaga no Independiente Rivadavia após a saída de Sebastián Villa para o Boca Juniors.
Soteldo como válvula de escape
Dono da menor média de posse de bola do torneio (37,8%), o Independiente Rivadavia manteve seu estilo defensivo. A equipe comandada por Alfredo Berti alternou entre linhas de quatro e cinco defensores para conter as subidas de Guga pela direita.
Na ponta esquerda, Soteldo virou a principal opção ofensiva do Fluminense. O venezuelano buscou o jogo individual e conseguiu criar as melhores chances tricolores.
Em uma delas, Soteldo passou por dois marcadores e finalizou cruzado com desvio. Na sobra, Hulk pegou mal com a perna direita e irritou a torcida. Pouco depois, em outro lance iniciado por Soteldo, Martinelli arriscou de fora da área e assustou o goleiro adversário.
Torcida perde a paciência e protestos ganham força
Apesar de evoluir no fim do primeiro tempo, a atuação do Fluminense foi insuficiente para um duelo decisivo de Libertadores.
As vaias ecoaram no estádio, acompanhadas de xingamentos direcionados a Zubeldía e ao diretor-geral do clube, Mário Bittencourt.
Substituições e vaias para as principais contratações
Na volta do intervalo, Zubeldía colocou Lucho e Canobbio nas vagas de Hércules e Castillo. Lucho, a contratação mais cara da história do clube, voltou a ter um desempenho apagado e não justificou a alteração.
Hulk também esteve em noite inspirada negativamente, acumulando erros técnicos e isolando uma cobrança de falta de longe. Ao ser substituído por Cano, o camisa 7 deixou o gramado debaixo de fortes vaias.
Fábio evita o pior e placar termina zerado
Antes das trocas finais, o goleiro Fábio salvou o Fluminense ao operar um milagre em chute cruzado de Bonifacio. O camisa 1 ainda fez outra grande intervenção antes de ver uma finalização de Matías Fernández carimbar a trave.
O Fluminense ganhou mais volume de jogo com a presença de Lucho, mas manteve a dificuldade de ser contundente no ataque. Sem conseguir furar a retranca argentina, o placar não saiu do zero no Maracanã.