Petrobras confirma descoberta na Margem Equatorial e reforça otimismo no Amapá

A Petrobras celebrou um momento marcante para o setor de energia no país ao confirmar a descoberta de petróleo na Margem Equatorial, em águas profundas no Amapá.

O anúncio oficial foi feito pela presidente da companhia, Magda Chambriard, durante uma coletiva de imprensa realizada no município de Oiapoque.

A executiva demonstrou grande expectativa em relação aos dados obtidos no poço pioneiro Morpho, localizado no bloco FZA-M-59.

A perfuração atual deve ser finalizada em cerca de duas semanas.

O passo seguinte envolve delimitar a extensão do reservatório para calcular o volume exato de combustível que poderá ser recuperado.

A declaração oficial sobre o avanço no local destacou a expectativa positiva da diretoria:

“Tudo indica que vai ser bom, nós estamos extremamente otimistas. Tem petróleo, tem descoberta. Ainda não sabemos quanto. Vamos continuar investindo, explorando e o futuro vai dizer quanto o Amapá pode nos oferecer”, declarou.

A confirmação da presença de hidrocarbonetos na área ocorreu poucos dias antes do evento em Oiapoque.

O poço Morpho está situado a cerca de 175 quilômetros da costa amapaense, em uma profundidade de água de 2.886 metros.

A visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao navio-sonda ODN II, responsável pela operação, foi acompanhada de perto pela liderança da estatal.

Manutenção do Brasil no cenário global de energia

A nova fronteira exploratória é vista como um passo essencial para garantir a segurança energética do país nas próximas décadas.

Magda Chambriard reforçou a relevância de manter o país entre os líderes mundiais na extração do recurso.

Sobre a dependência atual de outras bacias e a necessidade de novas reservas, a executiva pontuou:

“Hoje nós produzimos 80% do petróleo do Brasil do pré-sal. Esse pré-sal vai ter um pico de produção mais ou menos em torno de 2034, 2035 e, a partir daí, nós precisamos repor reservas para que a gente não perca a posição de um dos dez maiores produtores de petróleo do planeta”, destacou.

O Brasil ocupa hoje a sétima posição no ranking mundial de produção de petróleo.

O risco de voltar a importar combustível

Sem novos investimentos em exploração, a curva de produção nacional tende a declinar após o auge do pré-sal.

A liderança da empresa fez um alerta claro sobre a importância de descobrir novas jazidas para conter esse risco.

Ao defender a expansão em novas fronteiras marítimas, ela ponderou:

“A partir do pico, se não agirmos, seremos importadores de petróleo, como no passado”, observou Magda, ao defender que “não tem futuro para uma empresa de petróleo sem exploração”.

Planos para novos poços na região

A estratégia da Petrobras para a Margem Equatorial envolve mais do que a perfuração atual.

A empresa aguarda a liberação das licenças ambientais para perfurar mais três poços no mesmo bloco.

Além disso, o planejamento estratégico contempla outras cinco áreas na região, prontas para receber trabalhos de navegação e sondagem nos próximos anos.

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