O Santos abriu oficialmente conversas com o Atlético-MG para tentar viabilizar a chegada do atacante Rony por empréstimo para a temporada de 2026. A diretoria alvinegra enxerga no jogador a peça ideal para preencher a lacuna deixada por Guilherme, que foi negociado com o futebol dos Estados Unidos. O atleta é bem avaliado internamente por sua experiência e capacidade de atuar pelas extremidades do campo.
Apesar do interesse esportivo, as cifras envolvidas na negociação são o principal obstáculo para o Peixe neste momento. Rony recebe cerca de 1,6 milhão de reais mensais no clube mineiro, que investiu aproximadamente 36 milhões de reais para contratá-lo recentemente. Por conta desses valores, a estratégia santista foca em um modelo de negócio que prevê a divisão do pagamento dos salários entre as duas instituições.
As tratativas ainda estão em fase preliminar e dependem de um acordo sobre cláusulas contratuais específicas. O Santos propôs que o contrato de empréstimo inclua uma obrigação de compra definitiva, mas condicionada ao cumprimento de metas esportivas pré-estabelecidas ao longo do ano. O nome do atacante ganhou força na Vila Belmiro após ter sido oferecido por intermediários, desencadeando o monitoramento atual.
O desempenho de Rony e o histórico recente
Rony encerrou a última temporada como vice-artilheiro do Atlético-MG, acumulando 13 gols em 63 partidas disputadas. Aos 30 anos, ele mantém um vigor físico que agrada à comissão técnica, sendo considerado um reforço de peso para as competições de 2026. Sua versatilidade tática é vista como um trunfo para manter a competitividade do elenco após perdas importantes no setor ofensivo.
Recentemente, a relação entre o atacante e o clube mineiro passou por momentos de turbulência fora das quatro linhas. O jogador chegou a acionar a justiça para pedir a rescisão de seu contrato de trabalho, alegando pendências financeiras relacionadas ao FGTS e luvas. No entanto, a disputa jurídica foi encerrada após o atleta desistir do processo e optar por seguir vinculado à equipe de Belo Horizonte.
Mesmo com o histórico de gols, a permanência de Rony no Galo não é garantida devido à reformulação interna do elenco mineiro. Isso abre uma janela de oportunidade para o Santos, que tenta usar o bom relacionamento entre as diretorias para fechar o negócio. O sucesso da transação depende agora de como o Atlético-MG pretende gerir seus ativos financeiros para o próximo ciclo.
Planejamento financeiro e outras frentes de mercado
A análise da contratação de Rony ocorre em um período de extrema cautela financeira dentro do Santos. O clube possui prioridades orçamentárias claras e bem definidas, como o projeto de retorno de Neymar e as negociações avançadas para repatriar Gabigol. Além disso, a diretoria trabalha intensamente para selar a chegada de Loyola, concentrando esforços nos nomes considerados pilares do projeto.
Devido ao alto custo de manter estrelas no elenco, o Peixe monitora alternativas de mercado que não exijam investimentos imediatos de compra. Além do caso de Rony, o departamento de futebol acompanha de perto a situação do atacante Vitinho, que pertence ao Dínamo de Kiev. O jogador esteve no Internacional em 2025 e surge como uma oportunidade para assinatura de um pré-contrato a partir do próximo semestre.
O cenário para 2026 desenha um Santos agressivo no mercado, porém atento ao equilíbrio de suas contas para evitar novos problemas jurídicos. A chegada de novos nomes depende diretamente do sucesso nas saídas de atletas e da readequação da folha salarial. Por enquanto, o torcedor aguarda o desfecho das reuniões que definirão o futuro do ataque santista para os desafios que virão.