
O senador Flávio Bolsonaro declarou publicamente que a recente ação da Polícia Civil não possui relação com o documentário sobre seu pai. A manifestação ocorreu após o cumprimento de mandados em endereços vinculados à administração da produtora do longa-metragem.
De acordo com o parlamentar, as investigações se concentram em fatos antigos, totalmente anteriores à idealização da obra cinematográfica. O foco do processo seria um acordo de prestação de serviços tecnológicos voltados para a conectividade pública.
O político defendeu a lisura do procedimento técnico realizado no passado e apontou possíveis motivações eleitorais por trás do momento escolhido para a abordagem. Ele classificou a estratégia investigativa como uma tentativa de buscar provas de forma indireta para atingir a imagem da produção.
Continuidade do projeto audiovisual
O senador demonstrou total tranquilidade quanto ao andamento das gravações e edição do material. Segundo ele, o cronograma segue inalterado e o resultado final fará jus ao legado político do ex-presidente.
A expectativa da família é que o lançamento ocorra dentro do prazo previsto, alcançando os cinemas e plataformas digitais em breve. A equipe jurídica acompanha os desdobramentos, mas garante que o cronograma comercial não sofrerá atrasos.
Detalhes das investigações em São Paulo
A ação policial deflagrada na capital paulista buscou recolher documentos e dispositivos eletrônicos em endereços de uma das sócias da Go Up Entertainment Ltda. A empresária Karina Ferreira da Gama é o ponto central da apuração que movimenta os bastidores do setor político.
Os agentes apuram indícios de movimentações financeiras incorretas e emissão de documentação fiscal sem lastro em um projeto de grande porte. A operação recolheu malotes de documentos, porém não resultou em nenhuma ordem de prisão preventiva ou temporária.
O núcleo da suspeita reside na parceria estabelecida entre uma secretaria municipal e o instituto privado gerenciado pela empresária. As autoridades buscam mapear o destino dos recursos repassados e verificar se as metas de instalação foram cumpridas na periferia.
Dados técnicos e jurídicos do caso
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Valor total do contrato investigado: R$ 108.000.000,00
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Órgão público envolvido: Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia (SMIT)
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Entidade parceira: Instituto Conhecer Brasil (ICB)
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Ano de assinatura do edital: 2024
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Tipificações penais analisadas: Artigos 315, 337-F e 337-L do Código Penal Brasileiro
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Órgão judicial emissor: Vara Regional das Garantias da Comarca da Capital (1ª RAJ)
Posicionamento dos órgãos oficiais
A administração municipal de São Paulo enviou um comunicado oficial esclarecendo a situação do projeto de conectividade urbana. O governo local enfatizou que o sinal de internet para a população segue ativo e sem interrupções nas praças públicas.
A nota da prefeitura reforçou que o processo de escolha da instituição respeitou todas as exigências legais vigentes na época. O texto também frisou o distanciamento cronológico entre o edital de tecnologia e o início do roteiro do filme.
Com isso, a defesa dos envolvidos argumenta que a prestação de contas foi entregue dentro dos parâmetros exigidos. Os computadores e arquivos apreendidos passarão por perícia técnica nas próximas semanas para determinar o arquivamento ou a continuidade do processo.