
O Ministério das Relações Exteriores reagiu oficialmente às acusações vindas de Washington sobre o uso do comércio nacional como rota para burlar taxas alfandegárias. A pasta rebateu a afirmação americana de que o Brasil atua como rota de triangulação de produtos da China, destacando a total ausência de provas nas alegações apresentadas.
A resposta brasileira veio após a publicação de um levantamento do governo norte-americano que mapeou supostas práticas ilícitas no comércio global.
Contestação do relatório norte-americano
O documento em questão, intitulado “The Great Transshipment Scam”, foi divulgado pelos Estados Unidos e inclui mais de 40 nações em uma lista de vigilância sobre transbordo ilegal.
O Itamaraty enfatizou que o governo americano não apresentou dados concretos ou evidências que comprovem a participação brasileira em esquemas de desvio de tarifas.
Classificação do país e argumentos da diplomacia
Na publicação americana, o território brasileiro acabou enquadrado no chamado “Nível 2”, categoria referente aos países com “Integração Econômica Significativa”. Essa mesma classificação reúne nomes como Turquia, Vietnã, Tailândia, Indonésia e Malásia.
A diplomacia brasileira reforçou que o ecossistema de negócios do país não oferece vantagens regulatórias ou tarifárias para esse tipo de operação ilegal.
Perfil das exportações e posições oficiais
O governo brasileiro esclareceu que a pauta de exportações enviada aos Estados Unidos é composta majoritariamente por mercadorias fabricadas no próprio país.
Para demonstrar a diferença entre o comércio brasileiro e o chinês, a pasta ressaltou que as exportações nacionais focam em insumos e matérias-primas, enquanto a China exporta bens manufaturados de alta tecnologia, como eletrônicos, autopeças e maquinários.
Notação oficial do Ministério das Relações Exteriores
Para contextualizar a estrutura das vendas brasileiras ao mercado norte-americano, o Itamaraty divulgou a seguinte nota de esclarecimento:
“Trata-se sobretudo de bens do início da cadeia produtiva, como semiacabados de aço e alumínio, óleos combustíveis, celulose, carne bovina, materiais de construção e madeira” — Itamaraty