A edição de 2025 do prêmio Rainha da América, organizado pelo tradicional jornal uruguaio El País, destaca três grandes nomes do futebol feminino no continente. A meia brasileira Gabi Zanotti, ídolo do Corinthians, e a atacante Marta, lenda do Orlando Pride, disputam o troféu deste ano. Elas enfrentam a concorrência da jovem promessa paraguaia Cláudia Martínez, que brilha no Olímpia.

A votação para definir a vencedora é realizada por jornalistas esportivos de diversos países das Américas, garantindo uma visão abrangente sobre o desempenho anual. O resultado oficial será revelado ao público no dia 31 de dezembro, encerrando o calendário esportivo. O troféu feminino foi estabelecido em 2021, seguindo o prestigiado modelo do prêmio masculino que existe desde meados da década de oitenta.

No cenário masculino, a disputa pelo título de Rei da América não conta com jogadores brasileiros em 2025, embora o Uruguai esteja representado por Arrascaeta, do Flamengo. Ele concorre com os argentinos Adrián Martínez, destaque do Racing, e Lionel Messi, que atua pelo Inter Miami. A premiação mantém a tradição de celebrar os atletas que mais impactaram o futebol das Américas ao longo de toda a temporada.

O protagonismo das brasileiras na temporada

Gabi Zanotti chega como uma das favoritas após um ano excepcional pelo Corinthians, onde marcou 19 gols e foi a artilheira da equipe. Aos 40 anos, a meia liderou as Brabas na conquista do sexto título da Libertadores e foi essencial no heptacampeonato brasileiro. Sua performance garantiu a vaga do clube na inédita Copa das Campeãs da Fifa, que ocorrerá em Londres.

Já Marta reafirmou sua importância histórica ao conduzir a seleção brasileira ao título da Copa América, realizada no Equador. Aos 39 anos, a camisa 10 marcou dois gols na final e foi eleita a melhor jogadora da competição continental. Vale notar que suas conquistas anteriores nos Estados Unidos foram avaliadas em premiações europeias, enquanto o Rainha da América foca especificamente no ano civil de 2025.

O histórico da premiação mostra um domínio expressivo das atletas brasileiras desde a criação da categoria feminina. Tamires venceu em 2021, Priscila em 2023 e a própria Gabi Zanotti é a atual detentora do título. A única vez que o Brasil não ocupou o topo do pódio foi em 2022, quando a colombiana Linda Caicedo interrompeu a sequência nacional.

A revelação paraguaia e o futuro do futebol

Cláudia Martínez surge como a grande surpresa da lista, representando a renovação do futebol sul-americano aos 17 anos de idade. A atacante do Olímpia teve um ano de ascensão meteórica, sendo o principal nome do Paraguai tanto nas categorias de base quanto na seleção principal. Seu desempenho no Mundial Sub-17 e na Copa América adulta a colocou sob os holofotes internacionais.

Durante a Copa América, Martínez dividiu a artilharia do torneio com a brasileira Amanda Gutierrez, somando seis gols marcados. Além do sucesso com a seleção, a jovem atleta também levantou o troféu da Supercopa paraguaia pelo seu clube atual. Sua indicação reforça o crescimento técnico de outras federações do continente, desafiando a hegemonia brasileira e argentina.

A inclusão de uma atleta tão jovem entre nomes consagrados como Marta e Zanotti simboliza o atual momento de transição do esporte. Enquanto as veteranas buscam consolidar ainda mais seus legados, Martínez representa o potencial de uma nova geração que começa a ocupar espaços relevantes. A decisão final dos jornalistas refletirá se o critério será a consagração da experiência ou o reconhecimento do talento emergente.

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