Inundação no Nepal e Tibete: Tragédia Deixa Centenas de Vítimas

O número de vítimas fatais da enchente devastadora que atingiu a divisa entre Nepal e Tibete subiu para 362 pessoas, conforme os dados oficiais atualizados.

Equipes de emergência trabalham sem parar na busca por dezenas de pessoas que continuam desaparecidas.

Helicópteros foram mobilizados para vasculhar a região e socorrer os sobreviventes que continuam ilhados.

As aeronaves também transportam barracas, comida e suprimentos essenciais para atender as famílias totalmente isoladas.

Destruição provocada pela força da lama

A forte enxurrada devastou comunidades inteiras ao longo da fronteira montanhosa do Himalaia.

A violência da água e do entulho destruiu residências, pontes, rodovias e cortou o fornecimento de energia elétrica.

Na região de Rasuwa, os povoados de Syapru Besi e Timure foram devastados por um rastro imenso de detritos.

Registros em vídeo mostram o avanço rápido e destrutivo das águas barrentas descendo pela montanha.

Do lado tibetano, no condado de Gyirong, o deslizamento afetou pontos de passagem e gerou receio de um elevado número de mortes.

Hipóteses e investigações sobre as causas do desastre

Especialistas tentam entender com precisão o que desencadeou a catástrofe na região.

A princípio, desconfiou-se de um abalo sísmico que teria desprendido uma grande geleira e feito o rio transbordar.

Posteriormente, dados analisados pela USGS confirmaram que não houve tremor de terra antes do impacto.

A vibração registrada pelos equipamentos foi provocada pelo próprio peso e impacto da terra em movimento.

O fator do aquecimento global

A causa mais provável aponta para as consequências do aquecimento do planeta na região do Himalaia.

O aumento da temperatura fragilizou uma grande massa de gelo, fazendo-a desmoronar e arrastar tudo no caminho.

Com o clima cada vez mais quente, as geleiras locais perdem estabilidade e aumentam o risco de tragédias.

Outras possibilidades, como tempestades severas ou rompimento de lagos de gelo, foram praticamente descartadas pelo monitoramento do clima na região.

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