
Marcão iniciou sua 11ª passagem no comando técnico tricolor com o pé direito. O Fluminense sob o comando de Marcão superou o líder Palmeiras por 3 a 2 no Maracanã, interrompendo uma sequência incômoda de oito partidas sem vencer.
O treinador assumiu a equipe de forma emergencial após a demissão de Luis Zubeldía. Demonstrando serenidade, ele já direcionou o foco para o duelo decisivo da próxima terça-feira contra o Independiente Rivadavia, que vale vaga nas quartas de final da Libertadores.
Ao avaliar seu papel e a entrega do elenco, o comandante destacou:
— Eu sou funcionário do clube. A gente sabe que acontecem essas emergências, como aconteceram outras vezes. É importante estarmos preparados. Independente de resultado, temos que entregar o que os meninos entregaram hoje. O primeiro passo é mostrar o caminho para os jogadores. É isso que tentamos fazer durante esses dias. Eles que ganham o jogo. Toda vez que eu sento nessa mesa e tem uma vitória, realmente foram eles. Hoje, não foi diferente. Entregaram tudo, fizeram um grande jogo, e a gente está aqui só para dar o suporte. Vou entregar o que eu puder de experiência que tive com todos os treinadores que passaram por aqui. Se precisar do Marcão para terça-feira, o Marcão tem que estar pronto. Se precisar no próximo jogo, o Marcão também. Se precisar até o fim do ano, eu vou estar à disposição — disse em coletiva.
A estratégia para virar o jogo
Superar o líder do campeonato exigiu conversa e comprometimento do grupo. A vitória de virada renovou o ânimo do elenco antes do compromisso internacional.
O técnico detalhou como foi a preparação mental e tática do time para este grande desafio:
— A gente buscava esse resultado positivo há muito tempo. Nós conversamos, eles conversaram entre eles. Era o momento. A gente sabia que realmente era uma batalha hoje, um jogo muito difícil contra o líder do campeonato. Foi o que eles fizeram. Tudo que eles se comprometeram a fazer, eles fizeram dentro de campo e conseguiram esse grande resultado.
Ganso na cadência do meio-campo
Uma das principais surpresas na escalação inicial foi o retorno de Ganso entre os titulares. A escolha teve relação direta com o planejamento do jogo continental.
Marcão explicou os motivos táticos que o levaram a escalar o camisa 10 desde o início:
— Realmente, era um jogo decisivo para nós. Até pela mudança de espírito. A energia do nosso torcedor era muito importante. O jogo de hoje estava conectado com o de terça-feira. Entendemos o que a gente precisava. Estávamos correndo muito risco nos jogos passados. Comecei com o Ganso porque ele controla o jogo, dito o ritmo. Era o momento de ter um cara que controlasse o jogo, que abaixasse o nível da transição de um lado para o outro.
Thiago Silva como líder no banco
Preservado da partida para estar 100% no confronto da Libertadores, o zagueiro Thiago Silva esteve no banco de reservas atuando praticamente como um auxiliar técnico.
O treinador elogiou a postura do defensor e a importância da sua leitura de jogo fora das quatro linhas:
— Desde o início da semana, estava combinado de ser preservado nesse jogo. Ele é tão grande que se colocou à disposição de estar junto com a gente no banco. Atendemos o pedido. Estava o tempo todo ajudando. Thiago contribui por ser um cara grande e que enxerga o jogo como poucas pessoas. Precisávamos muito virar essa chave. A entrega de todo o elenco foi importante para que a gente conseguisse uma grande vitória.