
Em sabatina recente, a proposta de Fernando Haddad para a segurança pública foca no uso intensivo de tecnologia e no processamento de dados em tempo real para combater roubos no estado de São Paulo.
O ex-ministro avalia que as polícias paulistas atuam defasadas diante da agilidade dos criminosos. Para ele, a demora no fluxo de informações compromete o trabalho das forças de segurança.
A ideia central do candidato é unificar o cruzamento de dados para orientar tanto a atuação preventiva quanto o trabalho investigativo.
“Você não vai conseguir planejar patrulhamento e investigação sem que os dados cheguem mais rapidamente, em tempo real, num ambiente de processamento de dados para organizar a atuação da Polícia Militar, que ocupa o território, e Civil, que investiga os autores”, afirma.
Integração de monitoramento e câmeras
Uma das prioridades apresentadas é conectar os sistemas de vigilância já existentes nas cidades paulistas a centrais de inteligência centralizadas.
Como modelo de equipamento a ser integrado, o candidato mencionou o Smart Sampa, programa de videomonitoramento operado na capital.
Com esse tipo de ferramenta, a intenção é identificar manchas criminais instantaneamente e mover o policiamento para as áreas com maior índice de delitos.
“Às vezes, os crimes estão localizados em um bairro e você está fazendo patrulhamento em outro”, disse o candidato do PT.
Registro de ocorrências por aplicativo
Para agilizar as notificações de crimes como o roubo de celulares, a proposta prevê o uso do WhatsApp integrado a sistemas de inteligência artificial.
A ferramenta ajudaria o próprio cidadão a preencher o boletim de ocorrência no momento exato em que o fato acontecer.
“Se você integrar as câmeras a um dispositivo de inteligência, se o BO for feito por WhatsApp, rapidamente, orientado por inteligência artificial, para que qualquer pessoa consiga facilmente comunicar uma ocorrência em tempo real. Se você tem isso em tempo real, você muda tudo”, afirmou.
A notificação imediata permitiria repassar os detalhes aos agentes de rua no menor tempo possível.
Redução da impunidade e uso de recursos existentes
De acordo com o candidato, o projeto não exige a criação de novas ferramentas do zero, mas sim o uso eficiente das soluções que já funcionam no mercado.
A meta principal é aumentar a taxa de elucidação dos casos e coibir a sensação de impunidade entre os criminosos.
“Nós não estamos propondo nenhuma tecnologia que está por ser feita. Nós estamos propondo tecnologias que estão disponíveis desde já”, afirmou.
Cobertura das eleições
A entrevista de Fernando Haddad ao R7 ocorreu na quinta-feira (20), logo após sua participação no programa Balanço Geral, da RECORD.
Na terça-feira (18), o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) também concedeu entrevista ao mesmo programa.