Trump rebate exigências de Teerã e cobra indenização do Irã por vítimas de conflitos

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, endureceu o tom diplomático nesta segunda-feira (10) e afirmou que vai cobrar uma indenização do Irã. A declaração surge como uma resposta direta às recentes investidas de Teerã, que vinha cobrando reparações financeiras pelos prejuízos causados por ataques norte-americanos e israelenses.

A reação do líder norte-americano ocorreu logo após declarações do governo iraniano durante o fim de semana. O país afirmou estar perto de fechar um acordo com Omã para definir novas rotas de navegação pelo estreito de Ormuz.

Apesar do avanço nas conversas, o Irã condicionou a reabertura dessa rota estratégica ao cumprimento de exigências pelos EUA. Entre as cobranças estão o fim das sanções econômicas, a interrupção das ameaças militares e o pagamento de indenizações.

A resposta de Donald Trump nas redes sociais

Em publicação no Truth Social, Trump rebateu a postura das autoridades iranianas e apresentou suas próprias cobranças financeiras.

“É uma ideia interessante, porque agora estou, da mesma forma, exigindo indenização do Irã por todas as pessoas que eles mataram e feriram gravemente com suas bombas e em muitos conflitos” — Donald Trump

Histórico de ataques e cobranças adicionais

Ao justificar seu pedido, o presidente norte-americano resgatou episódios históricos do passado recente. Ele citou expressamente o atentado ao contratorpedeiro de mísseis guiados USS Cole, ocorrido em outubro de 2000 em um porto no Iêmen.

Embora o FBI tenha atribuído esse ataque à organização Al Qaeda — episódio que resultou na morte de 17 marinheiros e deixou mais de três dezenas de feridos —, Trump incluiu o caso na lista de reparações devidas por Teerã.

Reparação às vítimas de repressão interna

Trump também ampliou o escopo das cobranças para a política interna iraniana. Ele defendeu que Teerã pague indenizações às famílias das milhares de pessoas mortas durante os protestos antigovernamentais registrados em janeiro.

Esse ciclo de manifestações foi considerado o maior e mais grave movimento de contestação popular no Irã desde a Revolução Islâmica de 1979.

Enquanto a tensão geopolítica e as trocas de acusações continuam, entidades internacionais e grupos de direitos humanos alertam que o governo iraniano mantém a repressão violenta contra opositores no país.

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