A Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União deflagraram uma ação conjunta que investiga o repasse de verbas públicas para a produtora do filme Dark Horse.
O deputado federal Mario Frias e a empresa responsável pela obra cinematográfica estão entre os principais alvos das buscas.
Os investigadores apuram o possível desvio de emendas parlamentares que deveriam ser aplicadas em projetos sociais e culturais.
Abrangência dos mandados judiciais
A Justiça autorizou o cumprimento de dezenas de mandados de busca e apreensão em diferentes estados.
Agentes federais recolheram documentos, equipamentos eletrônicos e outros materiais para analisar o fluxo financeiro entre as entidades envolvidas.
A suspeita de irregularidades em emendas
A investigação aponta que recursos públicos teriam sido desviados por meio de parcerias com organizações da sociedade civil.
Parte dessas verbas teria alimentado contratos fictícios ou superfaturados para financiar a produção audiovisual.
Crimes sob apuração
Entre as condutas investigadas estão lavagem de dinheiro, peculato, falsidade documental e organização criminosa.
A análise dos contratos e das notas fiscais emitidas busca comprovar se os serviços foram prestados de fato.
Posição do deputado sobre o caso
O parlamentar negou qualquer irregularidade no uso de verbas de seu gabinete.
Em declaração sobre a fiscalização, Mario Frias sustentou:
“Se há alguma nota que a CGU quer ver isso se resolve com documento, não com operação em ano de eleição.”
Próximos passos da investigação
Os dados recolhidos passam por perícia técnica da Polícia Federal e análise da CGU.
Os relatórios detalhados serão enviados ao Poder Judiciário para definir o prosseguimento das responsabilizações.