A Polícia Civil de São Paulo enfrentou contratempos técnicos ao negar a perícia de 18 eletrônicos devido a falhas no lacre durante a investigação sobre a produtora do filme Dark Horse. O problema com os equipamentos consta em dois relatórios oficiais tornados públicos recentemente. Os documentos somam mais de 4,6 mil páginas de registros.
As falhas na identificação e no fechamento das embalagens comprometeram a cadeia de custódia das evidências reunidas. Diante das inconformidades registradas, os peritos devolveram o material para as correções necessárias.
Irregularidades no armazenamento de provas
Um dos escrivães do caso formalizou em relatório que os materiais precisaram retornar ao Instituto de Criminalística. A devolução ocorreu expressamente para adequar a lacração dos invólucros e garantir a autenticidade das provas recolhidas.
A lista de equipamentos rejeitados temporariamente reúne nove notebooks, cinco smartphones e quatro pendrives. A equipe responsável precisou aplicar novos lacres para evitar qualquer questionamento futuro sobre a integridade dos itens.
Decisão do STF retira sigilo das investigações
A divulgação desses relatórios ocorreu após o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, retirar o segredo de justiça dos autos. A apuração conduzida pela polícia paulista investiga a produção audiovisual centrada na trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A medida do magistrado alinhou o processo paulista às decisões tomadas em investigações correlatas conduzidas pela Polícia Federal.
Tratamento isonômico no processo
A liberação do acesso às informações visa assegurar a transparência total dos procedimentos aplicados a todos os envolvidos. A ordem judicial engloba a íntegra dos materiais tramitados na Vara Estadual das Garantias de Organizações Criminosas da Capital.
Com o fim do sigilo, os relatórios técnicos passam a integrar publicamente o acervo de peças da investigação.