O ministro André Mendonça autorizou que a Polícia Federal investigasse o senador Flávio Bolsonaro por suspeitas de lavagem de dinheiro, corrupção e evasão de divisas no projeto do filme Dark Horse.
A produção aborda a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. A apuração ganhou visibilidade após o presidente do STF, Edson Fachin, retirar o sigilo de processos vinculados ao Banco Master.
O que disse o senador sobre as acusações
O parlamentar se manifestou publicamente após os desdobramentos das ações policiais. Ele negou qualquer irregularidade no financiamento da obra cinematográfica.
Ele defendeu a legalidade dos recursos empregados na produção e criticou a atuação das autoridades no caso:
“Olha, não tem absolutamente nada de errado com esse filme, não tem um centavo de dinheiro público. Eu já cansei de falar: ‘pode revirar do avesso, de cima para baixo, de trás para frente, de um lado para o outro, de ponta-cabeça, que não vai ter nada’”, disse o senador.
“O que tem, claramente, é uma tentativa de interferência política mais uma vez, agora do ministro Flávio Dino, sobre as eleições. A única realidade. Qual o fundamento dessa operação? Político”, acrescentou.
Operação Make-up e outros alvos
Paralelamente, a Polícia Federal cumpriu 49 mandados de busca e apreensão. As diligências ocorreram em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e Distrito Federal.
A ação teve como alvos o deputado federal Mário Frias e a produtora Karina Gama. A decisão que determinou as buscas partiu do ministro Flávio Dino.
Crimes investigados pela Polícia Federal
A investigação apura o repasse ilícito de verbas públicas para empresas sem a devida prestação de serviços. Há indícios da atuação de uma organização criminosa estruturada para ocultar valores.
Entre as condutas apuradas estão peculato, lavagem de capitais, fraudes em licitações, falsidade ideológica e emprego irregular de recursos públicos.