Diante da sessão extraordinária marcada para terça-feira (15), o clima no tribunal exige cautela. O encontro deve tratar do relatório da Polícia Federal com diálogos entre o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro.
Integrantes da Corte defendem que o julgamento ocorra longe do público. A estratégia visa preservar os debates e evitar novos atritos na imagem da instituição.
Indagado sobre a chance de formalizar o pedido para fechar os trabalhos, um magistrado deu uma declaração direta:
“Certamente”.
Por conta desse cenário sensível, a sessão fechada no STF surge como alternativa para evitar transmissões ao vivo. A intenção principal é proteger a dinâmica das discussões internas.
O presidente da Corte, ministro Edson Fachin, avalia os detalhes técnicos e a conduta das bancadas. A ideia é fixar prazos de fala coerentes e organizar a fila de votação.
Regras em negociação nos bastidores
A cúpula busca contornar divergências antes que a reunião comece. Puntos centrais ainda passam por ajustes detalhados entre os gabinetes.
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Tempo de manifestação: Limites para falas e apartes evitarão bate-bocas desnecessários.
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Ordem dos votos: Define-se o formato tradicional ou uma etapa prévia de alinhamento regimental.
As diretrizes do rito devem chegar aos gabinetes antes do início dos trabalhos. O plano busca manter o controle da tribuna em um momento crucial para o tribunal.
Diferenças entre sessões abertas e reservadas
A rotina do Plenário contempla reuniões públicas às quartas e quintas-feiras. O espaço reúne ministros e o representante da Procuradoria-Geral da República.
Até 2002, o acesso dependia da presença física no auditório. A criação da TV Justiça alterou a rotina e expandiu a visibilidade das decisões.
Histórico de encontros sem transmissão
A Reforma do Judiciário de 2004 exigiu publicidade para atos administrativos e disciplinares. No entanto, reuniões reservadas ainda ocorrem em casos excepcionais.
Em 12 de fevereiro de 2026, os ministros se reuniram a portas fechadas. O ato definiu a saída do ministro Dias Toffoli da relatoria de processos do Banco Master.
O STJ adotou medida parecida em 6 de agosto ao julgar um Processo Administrativo Disciplinar contra o ministro Marco Buzzi. A sessão resultou na perda do cargo do magistrado após acusações de assédio.
Para resguardar as apurações no STJ, até mesmo assessores e chefes de gabinete deixaram o plenário durante a deliberação.