
A decisão de iniciar uma greve de trem foi aprovada na noite de segunda-feira durante uma assembleia da categoria. A paralisação começou oficialmente à 0h desta terça-feira e afeta diretamente os passageiros de São Paulo.
O movimento foi convocado pelo Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil. A entidade reúne os profissionais que atuam nos ramais administrados pela CPTM.
Representantes dos trabalhadores chegaram a se reunir com membros do Governo de São Paulo na Casa Civil. No entanto, as negociações não avançaram e o diálogo não evitou a interrupção dos serviços.
Linhas afetadas pela paralisação
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Linha 11-Coral (CPTM)
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Linha 12-Safira (CPTM)
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Linha 13-Jade (CPTM)
As reivindicações dos ferroviários
Os funcionários exigem a reestatização das rotas que foram concedidas para a gestão da iniciativa privada. A principal preocupação da categoria é a preservação dos seus postos de trabalho.
Eles buscam garantias formais de que não haverá demissões após a transferência definitiva para a concessionária Trivia Trens. A incerteza quanto ao futuro profissional gerou insatisfação entre os trabalhadores.
A categoria apoia abertamente o Projeto de Lei 730/2025, proposto pelo deputado federal Guilherme Cortez. A proposta prevê a absorção dos colaboradores da CPTM por órgãos e entidades da administração pública paulista.
Histórico recente da operação e incidentes
Desde o dia 24 do mês passado, as três rotas voltaram para a operação direta da CPTM. A medida foi determinada pelo governo estadual e pela Artesp devido aos problemas operacionais registrados.
A concessionária Trivia Trens havia assumido os serviços recentemente, mas a transição apresentou falhas graves logo nos primeiros dias de atuação. Isso forçou a intervenção emergencial dos órgãos reguladores.
Um dos casos mais graves ocorreu no dia 23 de julho, quando um foco de incêndio atingiu um trem perto da Estação Bresser-Mooca. O incidente causou grande transtorno aos passageiros e acendeu o alerta sobre a segurança das operações.