Escolher um seminovo mais equipado ou fora da garantia de fábrica é uma opção comum entre motoristas. Para garantir tranquilidade na compra de um seminovo, o seguro mecânico para carros usados surge como uma alternativa de proteção.
Essa cobertura cuida do conserto de componentes em situações de pane ou avaria. A proteção respeita o limite de indenização previsto na apólice contratada pelo cliente.
O serviço inclui itens fundamentais para o funcionamento do veículo. Entre os principais componentes cobertos estão motor, câmbio, injeção de combustível, sistema elétrico, ignição e freios.
Como funciona a garantia na concessionária
Corretoras especializadas, como a Wiz Conseg, oferecem essa proteção diretamente em centenas de concessionárias espalhadas pelo país. O cliente já sai da loja com o veículo protegido contra falhas em peças vitais.
A garantia abrange desde o motor até itens de conforto, como o ar-condicionado e a central multimídia. O custo médio anual fica em torno de R$ 1.900, variando conforme a apólice.
Existem regras de idade e uso para a aceitação do automóvel. No geral, o limite para contratação é de até 10 anos de fabricação ou 180.000 km rodados.
Assistência 24 horas e serviços emergentes
Para quem busca apenas socorro rápido, os pacotes de assistência 24 horas custam perto de R$ 500 por ano. Essa modalidade oferece suporte como guincho e não impõe limite de idade ao veículo.
O objetivo é proporcionar ao dono de um seminovo uma experiência similar à de ter um carro zero-quilômetro. O suporte atua desde a remoção até o diagnóstico e o reparo definitivo na oficina.
“Desde o momento que ele sai do portão da concessionária, ele já está totalmente protegido. Muitas vezes acontece uma pane, estraga uma peça, um problema no câmbio. Temos o serviço de remoção. Depois, levamos para uma oficina, há o diagnóstico e já faz toda a parte do conserto”, afirma Alexandre Kalache, diretor executivo da Wiz Conseg.
Economia em reparos de alto valor
Um contrato básico focado em motor e câmbio pode evitar grandes prejuízos financeiros. Em problemas graves no motor, os custos de reparo podem atingir valores expressivos frente ao preço do veículo.
“Nós tivemos um caso recentemente de um veículo que não era um veículo importado, um veículo médio, mais ou menos ali da casa de 70.000 a 80.000 reais, em que teve que fazer o motor. Para você ter uma ideia, o custo desse serviço deu R$ 15.000.”
A procura por esse tipo de proteção registrou alta de 35% em 2026 na Wiz Conseg. A projeção da empresa indica um crescimento contínuo de vendas até o fim do ano.
Soluções e coberturas via seguradoras
Seguradoras como a Mapfre disponibilizam modalidades voltadas exclusivamente para o mercado de seminovos. A aceitação abrange desde modelos populares até veículos de categorias superiores com até uma década de uso.
A aprovação do contrato depende de critérios técnicos rigorosos. São analisados o ano de fabricação, o modelo, a quilometragem atual, o tipo de uso e a avaliação de risco.
A comercialização costuma ocorrer em parcerias diretas com revendas, lojas e concessionárias no instante da compra. O valor final varia conforme as características de cada automóvel.
Opções de planos e suporte ao motorista
Os planos variam de pacotes essenciais — focados em motor e câmbio — até coberturas completas. As opções mais amplas protegem itens como direção, freios, ar-condicionado e parte elétrica.
Os serviços de assistência emergencial trazem conveniência ao dia a dia. Eles incluem guincho, suporte mecânico no local, chaveiro, troca de pneu e auxílio para locomoção dos passageiros.
O mercado de proteção contra falhas mecânicas ainda tem um amplo espaço para expansão no país. A maioria das apólices tradicionais foca apenas em roubo, furto e acidentes.
“A Mapfre acredita que esse mercado possui um grande potencial de crescimento. Atualmente, no segmento de seguros para automóveis, há uma forte concentração na comercialização de produtos voltados à proteção contra roubo, furto e danos ao veículo. Em contrapartida, os seguros voltados à proteção mecânica ainda possuem menor conhecimento e divulgação junto ao público consumidor”, afirma Andrea Soares, diretora de seguros massificados e consórcios da Mapfre.